As novas descobertas e avanços científicos sobre Alzheimer


A doença de Alzheimer é a síndrome com maior prevalência entre as síndromes demenciais, representando 60 a 70% dos casos. Seu avanço acontece de forma progressiva e irreversível, afetando - de forma gradual - as funções cognitivas, como atenção, concentração e raciocínio, trazendo também alterações no comportamento e personalidade do indivíduo. Essas perdas ocasionam prejuízos significativos na capacidade produtiva e nas relações sociais. Segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), mais de 1,6 milhões de brasileiros sofrem com a doença.

 

Estudos recentes trouxeram avanços no entendimento dos mecanismos que influenciam a doença, entre eles a descoberta de um novo biomarcador que se liga à proteína de tau (relacionada à saúde dos neurônios), e a influência dos níveis de irisina na perda da memória.

 

Publicado em dezembro de 2018 no Journal of Nuclear Medicine, o primeiro estudo destacou a ação de um novo fármaco que se liga à proteína tau encontrada nos pacientes com Alzheimer, que mostrou ter uma correlação com o déficit cognitivo, o que deve permitir exames com imagens mais detalhadas da extensão da doença. Em um futuro próximo, essa tecnologia poderá propiciar um diagnóstico precoce.

 

O segundo estudo, realizado por 25 cientistas de diversos países - entre eles, 02 brasileiros -, publicado na revista Nature Medicine, estabeleceu a relação entre o aumento dos níveis de irisina e uma possível melhora na perda de memória causada pelo Alzheimer.

 

O mais interessante, neste segundo estudo, é que a irisina é um hormônio produzido naturalmente pelo corpo durante a prática de exercícios físicos. Ainda se discute muito sobre a prevenção da demência. Mas, na medida em que avanços são feitos no entendimento da doença, fica mais evidente a relação entre a incidência da doença e o estilo de vida. Por isso, exercícios físicos, reeducação alimentar, evitar o tabagismo, dormir bem e estimular o cérebro são hábitos bastante recomendados pelos especialistas no assunto.

 

Apesar de todos os avanços, as informações ainda são insuficientes para o desenvolvimento de um tratamento farmacológico que reverta as alterações neurológicas promovidas pela doença.