Com o tratamento correto, esquizofrênicos podem voltar ao trabalho


Para a psicóloga Mariana Spelta,  a X Jornada Capixaba de Psiquiatria trouxe o debate de diferentes temas que, muitas vezes, se entrelaçam. “Conseguimos discutir sobre algumas medicações, inclusive o que os estudos mais recentes revelam sobre a medicação. Os estudos de casos foram muito importantes, pois às vezes, temos históricos parecidos que nos dão uma indicação de medicação, de intervenção ou de fechamento de diagnóstico”, observa.

 

“Esses temas foram debatidos não só do ponto de vista medicamentoso, mas também sobre o que os profissionais poderão fazer para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, a reinserção na sociedade e a reinserção, principalmente, do ponto de vista laboral, para tirar aquele estigma de que o paciente esquizofrênico, por exemplo, nunca mais poderá trabalhar. Pelo contrário, esse paciente está retornando ao mercado de trabalho e adaptando-se bem à medicação e ao tratamento, mantendo-se sempre ativo, fato muito diferente do que era pensado antigamente, de que o esquizofrênico teria de tomar remédio e ficar quieto dentro de casa”, explica Dr. Marcos Cipriano.  

 

A psiquiatria infantil foi outro tema debatido na Jornada e temas como o transtorno de humor e de depressão foram explorados. “Por mais que pensemos em depressão e nos venha uma imagem de tristeza, de desânimo e falta de movimentação, os sinais que surgem são muito diferentes em cada fase do desenvolvimento humano”, ressalta Mariana Spelta.

 

A importância da intervenção multiprofissional, tal qual a Clínica Vivere trabalha, também foi debatida na Jornada Capixaba de Psiquiatria. Segundo os debates e palestras, a discussão entre os diferentes profissionais para se conseguir fechar um diagnóstico facilita o uso de intervenções mais adequadas e modernas.