Notícias, artigos e novidades para você


Pesquisa: 28 milhões têm familiar que é dependente químico no Brasil


Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revelou que ao menos 28 milhões de pessoas no Brasil têm algum familiar que é dependente químico, de acordo com o Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos (Lenad Família).

 

Entre 2012 e 2013, foram divulgados dados sobre consumo de maconha, cocaína e seus derivados, além da ingestão de bebidas alcoólicas por brasileiros. A partir desses resultados, os pesquisadores estimam que 5,7% dos brasileiros sejam dependentes de drogas, índice que representa mais de 8 milhões de pessoas.

 

É a maior pesquisa mundial sobre dependentes químicos e o estudo indica que, para cada dependente químico, existem outras quatro pessoas afetadas.

 

A pesquisa ainda é referência nacional, pois até então não existia no Brasil nenhum estudo de âmbito nacional focado nas famílias. Assim foi possível saber que a maioria dos pacientes em tratamento para dependência química é composta por homens, com idade entre 12 e 82 anos. Desses, 26% têm ensino superior incompleto ou completo. A média de idade dos usuários de drogas é de 31,8 anos.

 

Os poucos estudos que avaliam as famílias dos dependentes de álcool e/ou substâncias ilícitas demonstram evidências consistentes do impacto causado particularmente aos familiares mais próximos, tais como cônjuges, pais e filhos. 

 

Alguns processos familiares, como funções, rotinas, estruturas de comunicação, vida social e finanças da família são geralmente afetados. Da mesma maneira, problemas que incluem violência doméstica, abuso infantil, roubo de bens familiares, condução de veículos em estado de embriaguez e ausências prolongadas são comportamentos tipicamente descritos pelos familiares. 

Como o Espaço Vivere pode ajudar

O Espaço Vivere trabalha com um método de intervenção multiprofissional para lidar com o dependente químico dentro de uma rotina de tratamentos para a recuperação da saúde.