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Bipolaridade afeta relacionamento com as pessoas


Uma doença de ordem mental caracterizada pela alternância de humor com fases de depressão e mania. A oscilação do estado de ânimo é outra característica e, recentemente, as manchetes dos jornais da Grande Vitória estamparam o caso de uma mãe, com transtorno bipolar, que possivelmente entrou em surto e arremessou o próprio filho de dois meses pela janela.

 

A causa do transtorno bipolar é ainda desconhecida e a pessoa, em surto, pode apresentar sintomas psicóticos e agressividade. 

 

Alguns fatores estão envolvidos nas oscilações de humor provocadas pela doença de ordem mental, entre elas, problemas de rejeição, passar por grandes perdas e alterações psicológicas durante a gravidez.

 

“Alterações funcionais do cérebro, genética, desequilíbrio hormonal, problemas de rejeição na gravidez ou na infância, estresse, experiências traumáticas e abuso sexual são alguns dos possíveis fatores desencadeantes”, observa o psiquiatra da Clínica Vivere, Dr. Marcos Cipriano.

 

Ajuda profissional

 

A alteração comportamental apresentada pode deixar as pessoas do convívio social em dúvida, com sentimentos de tristeza ou até mesmo vergonha, no entanto, a doença de um ente querido não é culpa sua nem dele. “Você não pode curar seu familiar, mas pode oferecer ajuda, apoio, compreensão e esperança. Procurar o tratamento com um profissional da área de saúde mental é fundamental”, registra Dr. Marcos Cipriano.

 

Para a Organização Mundial da Saúde, não há uma definição oficial para a saúde mental, porém, é necessário um equilíbrio emocional interno, com as exigências externas. “Saber lidar com as situações da vida e administrar as emoções, engloba a plenitude máxima consigo e com os outros”, pontua o psiquiatra da Clínica Vivere.

Como o Espaço Vivere pode ajudar

O Espaço Vivere trabalha com um método de intervenção multiprofissional para lidar com o dependente químico dentro de uma rotina de tratamentos para a recuperação da saúde.

Como lidar com pessoas com Transtorno Afetivo Bipolar

 

Bipolaridade na fase depressiva:

 

– Dependendo do grau da depressão bipolar, pode ser necessário ficar atento aos cuidados básicos com a higiene pessoal. Muitas vezes, a pessoa deixará até mesmo de tomar banho, se alimentar e levantar da cama. Seja paciente e ajude nesses pequenos passos.

 

– Incentive e acompanhe a pessoa a fazer coisas prazerosas, como um passeio, um almoço ou uma atividade física. Ela dificilmente terá ânimo para fazer essas coisas sozinha, por isso é fundamental ser um bom parceiro nesses momentos.

 

– Muitas pessoas ainda acham que depressão é frescura. Evite qualquer tipo de preconceito ou suposições que façam a pessoa se sentir uma fracassada, preferindo sempre mostrar que você está a seu lado.

 

– Caso o indivíduo relate ideação suicida, jamais duvide dele. Se a pessoa der algum sinal de que deseja ou planeja se matar, busque ajuda rapidamente.

 

Bipolaridade na fase da euforia (Mania):

 

– O sono é um importante aliado para avaliar a fase de euforia, pois a tendência é que o bipolar apresente um aumento de energia e a diminuição da necessidade de sono quando se encontra nesse estado. Porém, quanto menos o paciente dorme mais confuso e agitado ele fica. Incentive o descanso e, caso necessário, consulte um médico a respeito de medicação para estabilizar o humor e o sono, assim como reduzir a ansiedade.

 

– Na fase da mania, os pacientes podem apresentar compulsão por compras e gastos excessivos. Se necessário, estabeleça regras de proteção, como retenção do carro, de cheques e cartões de crédito. Seja firme e coloque limites sempre que necessário.

 

– Nessa fase, o paciente sente que pode fazer tudo, elaborando diversos planos grandiosos. Quanto mais você for contra as suas ideias, mais desafiado ele se sentirá. Por isso, uma boa estratégia é sugerir ideias mais realistas ao invés de recriminar o que ele está planejando.

 

– Alguns pacientes ficam agressivos na euforia, podendo evoluir para a agressividade física. Nesses casos, é importante verificar com o médico se é necessário afastar o doente de suas atividades e até analisar a possibilidade de uma internação para conter o paciente até que o quadro se estabilize.

 

– Afaste a pessoa de ambientes e companhias que tenham acesso a bebidas, drogas e sexo, pois a fase da mania é caracterizada pela compulsão e dificuldade em respeitar limites.

 

– Não espere que a pessoa compreenda tudo o que está acontecendo com ela e admita os excessos, caso ela esteja cometendo. A fase de mania faz com que os portadores do transtorno bipolar percam a capacidade de autocrítica, e acabam avaliando a euforia como uma melhora no quadro depressivo.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional.