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Transtornos de ansiedade e depressão podem surgir após ataques virtuais


As críticas caminham ao lado da exposição excessiva na era digital. Postar alguma coisa nas redes sociais pode acarretar em acusações e julgamentos que mexem com a autoestima das pessoas. Assim, transtornos psiquiátricos como distúrbios alimentares, ansiedade e depressão podem surgir principalmente em pessoas mais sensíveis, que não conseguem lidar com a agressividade do ciberespaço.

 

A intolerância é um prato cheio para a pancadaria e pessoas ficam doentes com críticas sobre a própria aparência ao ponto de chegar a sentir fome e não conseguir comer uma folha de alface sequer. O julgamento nas redes sociais gera bullying virtual e uma enorme ansiedade nas pessoas e, sem controle psíquico, muitas acabam se sabotando.

 

“É necessário buscar ajuda médica ao perceber a ausência de capacidade para suportar a carga. Para quem é alvo de crítica e não consegue parar de sofrer com isso, um profissional em saúde mental é fundamental, pois um abraço ou um conselho amigo, por mais acolhedores que sejam não vão conseguir reverter o quadro. Um profissional em saúde mental pode auxiliar com um tratamento eficaz, já que está ali para ultrapassar a barreira do que é certo ou errado aos olhos do que a sociedade julga”, explica o psiquiatra Marcos Cipriano, diretor técnico da Clínica Vivere.

 

As redes sociais são um espaço de liberdade, mas também de controle. Há também a questão jurídica quando as pessoas praticam crimes como o racismo e ofensas classificadas como calúnia, injúria e difamação.

 

Quando falamos da “magreza” de uma celebridade como Bruna Marquezine, por exemplo, estamos debatendo diversas questões, como a anorexia e outros distúrbios alimentares. Quando se fala da postura da famosa cantora pop Ariana Grande perante o ex-namorado, estamos debatendo as relações humanas e a dependência química.

 

Muitas vezes, 10 segundos de ofensa na internet são suficientes para mexer com a autoestima de um indivíduo e muitas pessoas fazem isso sem cogitar as consequências.  A internet é um lugar para democratizar aparências e opiniões, numa constante troca de informações.

 

Ariana Grande é atacada nas redes após morte do ex por suposta overdose.

 

No início de setembro, o rapper norte-americano Mac Miller foi encontrado morto por conta de uma suposta overdose.  Até o mês de maio o artista namorava a famosa cantora pop norte-americana Ariana Grande. Ela, não aguentando suportar a dependência química dele, resolve por fim ao namoro.


Ariana, de apenas 25 anos, relatou que viviam de maneira conturbada, pois tentava ajudar o namorado a abandonar o uso de substâncias tóxicas, sem sucesso. O namoro durou dois anos, entre brigas e discussões por conta da dependência química do namorado. Quantas companheiras passam por isso sem saber como agir e onde pedir ajuda?

 

Nas redes sociais, Ariana Grande foi alvo de ataques após a notícia de morte de seu ex-namorado, acusada de não prestar apoio a Mac Miller em sua luta contra as drogas e o álcool.  Será que ela deveria carregar essa culpa por não aceitar conviver com um homem que se recusava fazer tratamento para dependência química? É possível imaginar todos os problemas que ela enfrentou.

 

As acusações e julgamentos nas redes sociais são feitos na velocidade de um clique e muitos casos de violência doméstica acontecem devido ao abuso de substâncias entorpecentes. Só quem passa por essa situação sabe identificar a linha que separa o mundo virtual dos relacionamentos afetivos. A situação vivida na família leva mães a procurarem desesperadamente o Poder Público para pedir ajuda devido à situação de filhos e filhas dependentes químicos.

 

“O tratamento em saúde mental, seja para transtornos psiquiátricos ou para dependência química é o que oferece completa estrutura para a reabilitação dos pacientes. Um importante aliado no tratamento é manter uma rotina com atividades determinadas pelos profissionais da saúde mental, com acolhimento do paciente e família até o alcance da reabilitação”, observa o psiquiatra Marcos Cipriano, diretor técnico da Clínica Vivere.